BASTIDORES DA ESCRITA: Uma pequena grande mudança

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Desde que eu tive a primeira ideia, várias vezes fiquei em dúvida se As Teias de Chawon iria ser uma duologia ou uma história de volume único. Queria que fosse uma duologia por ter coisas demais no planejamento para caber num único livro. Iria acabar ficando superficial, e isso é algo que eu realmente não vou aceitar. Queria que fosse uma história de volume único porque eu sentia que a história do Lukas e da Diana iria dar mais certo se acontecesse num só livro.

E, de certa forma, consegui transformar as duas vontades numa só.

E a culpa é de um mapa.

Um dia desses alguém postou num grupo de escritores sobre um site em que você pode fazer o mapa do seu livro, e é claro que fiquei curiosa. Ter um mapa da sua história enquanto você a escreve é maravilhoso, e fazê-lo você mesmo proporciona novas ideias; afinal de contas, você está montando o espaço físico e nomeando lugares do seu mundo — Aliás, o nome do site é Inkarnate, caso você queira dar uma olhada lá.

AVISO!: é viciante.

Construir o mapa me lembrou de vários lugares que possuem uma história própria, desnecessária para o livro, mas que faz parte do mundo. Parte da vida dos personagens, parte do que fez Chawon ser Chawon. Aos pouquinhos, uma ideia começou a se formar no canto da minha mente: e se eu contasse a história de Chawon em mais de um livro, sem os mesmos protagonistas do primeiro livro? Eu amo o Lukas e a Diana e sei que vou sentir muita falta dos dois quando terminar de escrever a história deles e de todo esse período do mundo, mas não vejo sentido em prolongar a vida de um personagem só porque me apeguei a ele.

Existem duas outras épocas de Chawon, dois outros períodos com outros personagens e outros conflitos importantes para o mundo, que eu gostaria, sim, de explorar mais. Ao invés de deixar superficial num livro só. E, por isso, eu decidi expandir Chawon para uma trilogia.

O nome da trilogia é As Histórias de Chawon. Cada livro é independente um do outro, com protagonistas diferentes, em épocas diferentes do mundo. E com temáticas diferentes também. A ideia principal é de que os livros sejam independentes um do outro, apesar de haver referências que interligam uma história a outra. Nada que atrapalhe a leitura, é claro. O nome do primeiro livro ficou como As Teias de Chawon e se passará na época dos personagens Lukas e Diana. O nome do segundo livro, uma referência a um lugar no qual certas coisas acontecem no primeiro livro, será As Ruínas de Chawon e se passará mais de cem anos antes de Lukas e Diana. Numa época em que a ciência e a tecnologia tentavam sobreviver enquanto o conservadorismo fazia a sociedade se decair aos poucos.

Infelizmente, ainda não me sinto confortável para revelar o nome do terceiro e último livro de As Histórias de Chawon, apenas que ele se passará décadas depois da maior parte da aventura do primeiro livro. E que o protagonista será um personagem que já vai ter aparecido em um dos dois outros livros. E que, nesse livro, descobriremos que o mundo Chawon é muito maior do que os cartógrafos imaginam.

biaka-santos

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